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Lylian Lauper e a arte de formar novos olhares: exposição “Poéticas Visuais” reúne alunos em Brasília

Mostra coletiva evidencia o trabalho da professora e artista Lylian Lauper na formação de novos talentos das artes visuais



A arte também se constrói através do encontro, da troca e do aprendizado. É justamente essa perspectiva que ganha destaque na exposição coletiva “Poéticas Visuais”, que reúne artistas alunos da professora Lylian Lauper em uma mostra dedicada à diversidade de olhares, experiências e interpretações que nascem dentro do universo das artes visuais.


No Jardim Botânico Shopping, em Brasília, a exposição apresenta trabalhos de diversos artistas que passaram pelo processo de formação conduzido por Lylian. A mostra também conta com a participação especial de alunas da professora Carol Narvaez, ampliando o diálogo entre diferentes trajetórias e experiências artísticas.


Mais do que apresentar obras, “Poéticas Visuais” revela o resultado de um processo de formação. Por trás de cada trabalho exposto existe uma trajetória de aprendizado, experimentação e desenvolvimento de uma linguagem própria — processo no qual o papel do professor de arte vai muito além da técnica.


Lylian Lauper: professora, artista e formadora de talentos


À frente dos alunos que integram a exposição, Lylian Lauper se destaca pelo trabalho dedicado ao ensino e à formação artística. Sua atuação como professora representa uma importante ponte entre aqueles que desejam desenvolver sua expressão por meio da arte e a construção de uma identidade artística própria.


Uma referência publicada sobre o artista J. Costa, por exemplo, registra que ele iniciou sua trajetória na pintura sob orientação da artista brasileira Lylian Lauper, destacando a influência de seus ensinamentos em seu desenvolvimento artístico.


Esse papel de mentora ajuda a compreender a dimensão da exposição “Poéticas Visuais”: a mostra não apresenta apenas obras individuais, mas também evidencia o impacto que o ensino da arte pode exercer na trajetória de diferentes pessoas.


Uma exposição sobre diferentes formas de enxergar


O próprio título da exposição traduz sua proposta. “Poéticas Visuais” sugere que cada artista possui uma maneira particular de transformar sentimentos, experiências e percepções em linguagem visual.


Entre os nomes que integram a mostra estão Aimé Narvaez, Alice Diniz, Ana Marcella Horta Cabral, Carol Narvaez, Carmen Persegona, Cidinha Xavier, Cláudia Safatle, Eduardo Freire, Fátima Carizzi, Francesca Kulessa, Júlia Mercadante, Laura Narvaez, Leonice Severo, Maira Castilho, Márcia Ferrari, Octávio Corteletti, Simone Persegona, Solange Campos, S. Angel e Vilma Guimarães.


A diversidade de artistas reforça justamente a ideia de que o aprendizado pode partir de uma mesma orientação, mas resultar em expressões completamente diferentes.


O legado que ultrapassa a sala de aula


Para Lylian Lauper, ensinar arte significa também estimular pessoas a encontrarem sua própria voz. O professor, nesse contexto, atua como alguém que orienta, provoca e abre caminhos para que o aluno desenvolva autonomia e confiança em sua produção.


“Poéticas Visuais” torna esse processo visível ao público. Cada obra passa a representar não apenas o trabalho de um artista, mas também uma etapa de uma trajetória construída por meio do conhecimento, da prática e da convivência com a arte.


A exposição reafirma, assim, a importância de espaços que valorizem artistas em formação e, principalmente, de profissionais que dedicam parte de sua trajetória à formação de novos talentos.


No centro dessa história está Lylian Lauper, cuja atuação como professora conecta diferentes artistas através de uma mesma paixão: transformar experiências e percepções em arte.


“Poéticas Visuais” chega, portanto, como uma celebração não apenas das obras apresentadas, mas também do processo de ensinar, aprender e descobrir novas possibilidades por meio da arte.

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